• Xiko Acis

PLR e o Propósito

Costumo dizer que ninguém gosta de acordar às 07h00 da manhã, se dirigir ao trabalho, para enriquecer o dono a empresa. As pessoas fazem isso por obrigação e não por opção. Geralmente, quando aprendem mais sobre isso, deixam a empresa que estão e seguem em busca dos seus sonhos.


Os empresários tentam reter esses talentos pagando bons salários, às vezes, e implementando o conhecido PLR – Programa de Participação nos Lucros e Resultados. Cada programa deste tem uma regra própria, por vezes com interferência e/ou orientação dos sindicatos, outras criadas diretamente pelos “grandes cérebros” das empresas que mais dificultam o acesso do que criam políticas mais saudáveis e éticas.


Nada contra estes programas. Muito pelo contrário. Sou a favor da implementação da distribuição de resultados de forma genuína e constante. É dessa forma que vejo a empresa praticando o seu “contrato social” que, antes de ser um documento de identidade empresarial, é também um documento de “contrato COM o social”, que é a origem sadia das empresas.


O problema desta ferramenta PLR, é que ela aparece muito mais como uma “cenoura” para que os talentos fiquem mais tempo na empresa e tragam resultados. Na hora de pagar pelos resultados, aparecem muitos “senões” que banalizam o tema e deixam no mesmo grau que se encontra a famosa “parceria”. Hoje, quando falamos essa palavra, muitas pessoas se arrepiam por quão banal ela ficou.


A minha ideia de participação nos resultados começa com a ideia de propósito, ou seja, se a empresa sabe perfeitamente “para quê?” ela existe, todo o resto fica mais fácil. O difícil é responder essa pergunta de forma colaborativa e que construa legados e não heranças.


Poucas empresas sabem responder o seu “Para Quê?”. A resposta é, invariavelmente imaterial. É algo que demonstra que a empresa existe não apenas para dar lucro, mas sim para outros objetivos maiores e mais éticos.


Quando ela sabe responder, automaticamente atrai pessoas que querem participar desse propósito e seguem juntas conquistando riquezas, sendo éticas, inspiradoras e perenes.


Quando ajudo algumas empresas nessa questão, a primeira coisa que faço é inverter o DRE -Demonstrativo de Resultados do Exercício. O foco aqui é conquistar o RO – Resultado Operacional que seja satisfatório e não buscar faturamento. A empresa vive de Resultados e não de emissão de nota fiscal.


Ao inverter o DRE, criamos uma meta para todos os colaboradores. Vamos atrás do RO e, quando conseguirmos o objetivo, vamos distribuir da melhor forma possível.


Veja um gráfico descritivo:


Trabalhar com o DRE invertido já é uma política de PLR avançada. Os colaboradores entendem que é preciso melhorar todos os outros números para atingir o objetivo. Com essa política, aparecem soluções para diminuição de despesas, pois ela afeta diretamente o RO e outras soluções criativas do gênero.


Quando engajados no propósito, os colaboradores entendem que participar dos resultados é consequência de seu esforço direto e por isso merecido.


E sua empresa? Está fazendo essa “lição de casa” de forma estruturada e construtiva?


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