PLR e o Propósito

Costumo dizer que ninguém gosta de acordar às 07h00 da manhã, se dirigir ao trabalho, para enriquecer o dono a empresa. As pessoas fazem isso por obrigação e não por opção. Geralmente, quando aprendem mais sobre isso, deixam a empresa que estão e seguem em busca dos seus sonhos.


Os empresários tentam reter esses talentos pagando bons salários, às vezes, e implementando o conhecido PLR – Programa de Participação nos Lucros e Resultados. Cada programa deste tem uma regra própria, por vezes com interferência e/ou orientação dos sindicatos, outras criadas diretamente pelos “grandes cérebros” das empresas que mais dificultam o acesso do que criam políticas mais saudáveis e éticas.


Nada contra estes programas. Muito pelo contrário. Sou a favor da implementação da distribuição de resultados de forma genuína e constante. É dessa forma que vejo a empresa praticando o seu “contrato social” que, antes de ser um documento de identidade empresarial, é também um documento de “contrato COM o social”, que é a origem sadia das empresas.


O problema desta ferramenta PLR, é que ela aparece muito mais como uma “cenoura” para que os talentos fiquem mais tempo na empresa e tragam resultados. Na hora de pagar pelos resultados, aparecem muitos “senões” que banalizam o tema e deixam no mesmo grau que se encontra a famosa “parceria”. Hoje, quando falamos essa palavra, muitas pessoas se arrepiam por quão banal ela ficou.


A minha ideia de participação nos resultados começa com a ideia de propósito, ou seja, se a empresa sabe perfeitamente “para quê?” ela existe, todo o resto fica mais fácil. O difícil é responder essa pergunta de forma colaborativa e que construa legados e não heranças.


Poucas empre