• Xiko Acis

Líderes e equipes generosos entregam mais resultados


Tenho uma proposta de reflexão e de ação que pode parecer piegas mas tem ajudado líderes e equipes a produzirem melhores resultados nas empresas. Trata-se da prática da generosidade num âmbito mais geral.


Para entender como isso funciona, é necessário conceituar o que entendo por generosidade e quais tipos de pessoas generosas existem. Generosidade significa agir de forma intencional para ajudar uma outra pessoa sair de uma condição para outra, sem esperar reconhecimento apenas pelo prazer de servir.


Há dois tipos de pessoas generosas que identifiquei até então. Os generosos contumazes que agem com base em culpas e os generosos atávicos que agem com base em empatia.


Os generosos contumazes, que tem a premissa da culpa como base de suas ações, são aqueles sentem algum desconforto na comparação da sua situação em relação a situação de quem ele quer ajudar. A sensação que tenho é que esses generosos querem redimir erros e/ou ações que fizeram no passado ajudando pessoas no presente. É como se tivessem "comprando um lugar no céu". Parece que diminui um pouco esse desconforto com ações benevolentes e altruístas. Estão expiando a culpa!


Quando perguntado o porquê ajudam outras pessoas, eles têm um discurso estruturado e convincente seguindo a narrativa de que há muita desigualdade no mundo... que precisamos fazer alguma coisa aos menos favorecidos... e assim vai. O papel dessas pessoas é extremamente importante para manter as atividades estruturadas de ajuda humanitária existentes. Sem eles e seu pragmatismo e suas "culpas" não haveriam essas entidades e com certeza o mundo seria bem pior. O problema da "culpa" é, por vezes, não real e apenas um desconforto psicológico.


O generoso atávico (apenas para esclarecer, atávico vem do latim atavu, que quer dizer o quarto avô) geralmente quando perguntado o porquê age em prol da melhoria da condição de outros seres (humanos e não humanos), eles geralmente falam que o fazem por que gostam de ajudar. Simples assim! A princípio não há uma explicação racional para a vontade deles ajudarem outras pessoas. Parece que carregam esse sentimento humanitário dentro de si e estão sempre prontos a se engajar em qualquer tipo de movimento de ajuda.


Ao estimular a generosidade em uma empresa, com ações estruturadas e pontuais na comunidade, os líderes e equipes (contumazes e atávicos) agem de forma a construir um propósito mais elevado e consistente, conectado com sua essência e dando um significado todo especial para sua existência. Esse novo modelo mental, incorporado por repetições de ações altruístas, tornam as pessoas mais sensíveis com a condição humana em geral. Ao fazerem isso, conseguem olhar o "outro" como sujeito e não mais como objeto e a mágica nas relações: empresa, colaborador, cliente, consumidor, fornecedor, comunidade, acionista,etc; acontece.


Como todo resultado é decorrência de uma ação, os resultados bons sempre aparecem. Tenho incentivado empresas a agirem dessa forma e percebo uma mudança no brilho dos olhos.


E você? É generoso contumaz ou atávico?

Não é generoso!!! Que pena, você não sabe o que está perdendo.

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