Experiências Éticas



Já há algum tempo, a moda é falar que devemos trabalhar em negócios que estejam alinhados com o nosso propósito. Traduzimos isso como alguma coisa que nos faça feliz e tenha relação com nossa forma de ver a vida, o mundo e tudo mais do entorno. Vejo isso como uma postura romântica de um novo ser humano que busca fazer o que gosta, com pessoas que gosta, com o engajamento que procura e com a vontade de realizar projetos que são politicamente corretos e aprovados por uma sociedade cheia de angústias e antagonismos.


É uma postura legal perante a vida, mas é efêmera em seus resultados efetivos. Fica tudo muito no racional,

com contornos dogmáticos e, por vezes, acompanhada de um pensamento cético de conveniência. O que nos faz sentir vivos é ainda o aspecto empirista da vida. Sem experimentar nossos conceitos, ainda somos apenas potência e não ato. É vivendo o nosso propósito na prática que podemos encontrar verdadeiros referenciais que atuam como motores imóveis nos colocando em círculos virtuosos e/ou viciosos de nossa trajetória.


Ao ouvir uma sinfonia de Mozart, podemos apenas gostar ou se inspirar e virar músico. Mozart nada fez, diretamente, para que você mudasse e