• Xiko Acis

“Eu fiz a minha parte...”


Cada colaborador executa suas atividades que são esperadas pelos demais. Pelo menos essa é a premissa de um trabalho interdependente. Esse colaborador deve, a priori, ter condições (técnicas e humanas) para executar tais atividades. Quando isso não ocorre, é necessário treinar o colaborador para o que se espera que ele execute ou trocá-lo por outro que tenha as habilidades esperadas.


Quando escuto de um colaborador: “Eu fiz a minha parte...”, sei que algo não anda bem, tanto no sentido de equipe e pertencimento, quanto no sentido de que está havendo problemas de execução, motivação, etc. nas atividades da empresa como um todo. Há algo de desagregamento, de fragmentação no ar e, invariavelmente, isso reflete nos resultados da empresa.


Se apenas trocar e/ou treinar “quem não está fazendo a sua parte” resolvesse os problemas, tudo seria uma maravilha. As empresas seriam todas produtivas e sadias.


Por que isso não ocorre? Por que não é tão fácil como parece resolver essa questão?

Por que algumas pessoas fazem e outras não fazem as suas atividades?


Penso que há motivos bons e ruins nos dois tipos de colaboradores. Há um aprendizado estratégico obscuro que, se o líder quiser mergulhar fundo nessas questões utilizando outros paradigmas para análise, poderá compreender esses temas de forma mais estruturada e perene.


O colaborador que não faz a sua parte tem motivos para não fazer. Desde a própria falta de competência (técnica/humana) até a falta de significado/propósito no seu trabalho, passando por problemas de objetividade da própria chefia, relacionamentos, estrutura, recursos, etc. Não há uma causa única a ser combatida. Há sim, inúmeros fatores que devem ser analisados de forma humana e identificados a luz da razão de existir da própria empresa. Se a empresa não sabe para quê existe, colaborar sem razão é, para muitos, um obstáculo intransponível.


O colaborador que faz sua parte tem motivos para fazer. Por vezes esses motivos são egoístas e não colaborativos. Ao fazer o que se espera dele de forma competente, ele não pensa mais no todo e quer apenas o seu reconhecimento. Falta-lhe visão sistêmica para compreender que, se fizer sua parte de forma muito competente e os demais não fizerem é como se não tivesse acontecido nada.


Uma fatia da pizza é apenas uma fatia da pizza. Para termos uma pizza inteira é necessário as demais fatias, já que fabricamos pizzas, por exemplo.


Esse colaborador que faz apenas sua parte, deve ser estimulado a ajudar os demais que não estão fazendo de forma mais colaborativa e construtiva. Deve pensar que o todo é a soma das partes feitas, e só assim podemos considerar que o “trabalho da empresa” (todas as partes) foi feito.

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