E a vingança...como fica?


Salomão é o único médico de uma pequena cidade do interior. Formado na capital, ele mudou para o interior para realizar o sonho de contribuir para aquela comunidade na qual nasceu, além de levar uma vida mais tranquila.


Acontece que, por um infortúnio desta vida, a casa em que mora foi assaltada e seu filho mais velho levou um tiro e morreu. A família sofre muito essa perda até hoje, mesmo tendo passado três anos.


O assassino do filho foi capturado e condenado à morte na cadeira elétrica. Isso vai ocorrer hoje ao meio-dia. Às nove horas da manhã toca o telefone na casa do Dr. Salomão, informando que há uma urgência na prisão. Pedro, o assassino do seu filho condenado à cadeira elétrica, teve a apendicite supurada e precisa de uma cirurgia urgente.


Como único médico da cidade, Dr. Salomão precisa ir ao hospital onde Pedro foi levado para fazer a cirurgia. Caso contrário, a pena de morte não poderá ser executada como previsto. Há um contrassenso em tudo isso. Salvar primeiro para matar depois. Mas a lei prevê isso. Uma coisa é uma coisa... outra coisa é outra coisa. Pedro foi condenado a morrer por um crime na cadeira elétrica e não de apendicite supurada. Perante