• Xiko Acis

Confiança Quebrada


Paulo e Paula se conheceram logo após a formação universitária quando estagiavam em uma empresa. Eram do mesmo nível social e frequentavam os mesmos lugares. Paulo começou a gostar de Paula e vice-versa. Paula foi efetivada na empresa que estagiava e Paulo foi convidado e ser gerente em outra empresa. Trabalhavam perto e, entre um almoço e outro, começaram a ficar juntos. Prá valer!


Namoraram três anos e resolveram casar. Compraram apartamento. Mobiliaram. Combinaram de passar a lua de mel na Europa. Como o sonho de Paula era casar em uma igreja de véu e grinalda, assim o fizeram.


Resolveram casar e fazer a recepção no próprio salão da igreja. Uma coisa simples, apenas para agradecer aos parentes e amigos, já que no dia seguinte logo cedo embarcariam para Paris.


Logo após a recepção, Paulo e Paula se despediriam do pessoal e pegaram o carro em direção a sua casa. Era tarde da noite. Em um determinado semáforo, eles foram abordados por um bandido à mão armada que, entrando no carro no banco de trás, mandou que eles fossem para um determinado lugar bem longe. Era um barraco afastado da cidade. O bandido pegou todo o dinheiro que eles ganharam na festa, mais algumas joias e amarrou os dois, um de frente para o outro.


Em determinado momento o bandido falou: Eu vou matar um de vocês. Falem quem eu devo matar. Houve um silêncio momentâneo e quando o bandido gritou novamente: Quem?! Simultaneamente Paula e Paulo responderam: Ele... Ela...


Naquele momento, olhando um para o outro, houve uma sensação de indignação de ambas as partes. Algumas horas atrás eles estavam fazendo juras de amor eterno...de que um protegeria o outro... na saúde e na tristeza... etc etc.


O bandido amordaçou os dois e os deixou um de frente para o outro e disse: é brincadeira! Não vou matar nenhum dos dois. Convivam com isso agora. Ao sair pela porta do barraco, disse que chamaria a polícia e que, no prazo de duas horas, eles estariam libertos.


Paulo e Paula, sem poder falar, ficaram ali, frente a frente, olhando um para o outro e expressando emoções inexplicáveis e inimagináveis.


O que fazer? Esquecer tudo o que aconteceu e seguir para lua de mel em Paris como planejada? Afinal, eles só responderam daquela forma em função do instinto de sobrevivência.


Parar para pensar no que realmente os uniu? Quais seriam, então, os vínculos mais fortes existentes entre os dois? E o que fazer com a mágica do amor? É só uma questão midiática esse amor que existe?

O copo de cristal quebrou. Como seguir em frente, já que não podemos colar um copo de cristal?


Todos os dias isso acontece, não literalmente desta forma, mas como mesmo significado. Nas vidas particulares, nas empresas, nas relações em geral. A quebra da confiança intrínseca é fato! O que você faria se fosse Paulo ou Paula?

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